Thursday, April 17, 2008

I once..

I once met a man with a sense of adventure
He was dressed to thrill wherever he went
He said "Let's make love on a mountain top
Under the stars on a big hard rock"
I said "In these shoes?
I don't think so"
I said "Honey, let's do it here."So I'm sitting at a bar in Guadalajara
In walks a guy with a faraway look in his eyes
He said "I've got as powerful horse outside
Climb on the back, I'll take you for a ride
I know a little place, we can get there for the break of day."
I said "In these shoes?
No way, Jose"
I said "Honey, let's stay right here."

No le gusta caminar. No puede montar a caballo
(She doesn't like to walk, she can't ride a horse)
Como se puede bailar? Es un escandolo
(But the way she dances, it's a scandal)

Then I met an Englishman
"Oh" he said
"Won't you walk up and down my spine,
It makes me feel strangely alive."
I said "In these shoes?
I doubt you'd survive."
I said "Honey, let's do it.
Let's stay right here."

No le gusta caminar. No puede montar a caballo
(She doesn't like to walk, she can't ride a horse)
Como se puede bailar? Es un escandolo
(But the way she dances, it's a scandal)

]by Kirsty McColl


Me loves it.

O video não é grande coisa.. mas vale pela música. :D

(Aprendi isto dos videos e agora não vou querer outra!) [Kiddin'!]


Wednesday, April 16, 2008

Another point of view...

Gostaria de começar por dizer que esta não é, de todo, a música que define aquilo que gosto de ouvir.. Mas..
Desde que a ouvi durante a conclusão de um dos meus episódios favoritos de S&TC, ficou-me no ouvido.. e desde então, sempre que preciso de um pequeno empurrão para me sentir melhor com a vida.. Ouço-a.

É a primeira vez que tento publicar um video no blog (é uma vergonha usar a 'net desde sempre e ser ao mesmo tempo tão info-excluído. Não percebo nada disto! No entanto, ainda sei de cór uma infinidade de comandos de DOS. Pathetic.) Por isso.. não fiquem desapontados se o resultado final não prestar. O que conta é a intenção.

Brighten up! See things from another point of view. Carpe ominum! Have fun & all that jazz!


Can´t you see? Life's easy.. If you consider things from another point of view....


=)



Tuesday, April 15, 2008

O atrevimento: LIBERTAD@ III

Destino: Um novelo de linhas emaranhadas, circunvoluções e nós que se fazem e desfazem consoante cada passo, cada inspiração, cada expiração. Possibilidades infinitas. Cada passo: Esquerda? Direita? - A decisão pode mudar uma vida. Muda uma vida. - Gostava de pensar assim. A força do momento. Viver ao segundo. Sabia que assim era.

Sentou-se a um canto, afastada. Joelhos dobrados para trás, olhos vazios a contemplar o infinito. Imaginava a estrada que percorrera, desde que nascera até a este preciso momento. Prisioneira de si própria.

Imaginou o dia em que nasceu num velho palacete do Séc. XIX algures nas terras geladas da Russia.

A tempestade lá fora fazia adivinhar os dias que se aproximavam. Pouco depois de ter nascido, a mãe morria, finalmente derrotada pela pneumonia que a tinha acompanhado durante a longa e complicada gravidez. O pai, ausente, ocupado pelo trabalho e pela boémia, tinha recebido ambas as notícias com indiferença - Ficaria entregue a uma tutora.

Os anos da sua infância passaram sem grandes marcas ou recordações. Fora feliz. Ri e lembra-se que já em criança todos faziam o que queria. Bastava sorrir e deixar uma leve suspeita do que desejava para que pouco depois lho viessem trazer. Não passava um dia sem que elogiassem a sua beleza e o seu desempenho na escola e em casa. Contava com isso e nunca se desiludiu.
Os anos foram passando e chegou a altura deles começarem a aproximar-se dela com intenções de estabelecer um olhar mais demorado, de lhe arrancarem um sorriso.. "Aquela fase", disse.

Mas nada. Sabia sempre que a observavam. Sentia-o, mas nunca se deixava levar. Não queria. Até que reparou nele.

Já o tinha observado da janela algumas vezes, sempre sem lhe ter dado demasiada importância, afinal, apenas aparentava andar a passear, ou a fazer algum tipo de entrega ou recado, pois sempre consigo trazia um saco preto. Já o tinha visto na escola também, nos jardins, à conversa. Provavelmente seriam até vizinhos.

Os dias foram passando e reparou que o via em praticamente todo o lado. No colégio, perto de casa, da janela do carro. No parque. Reparou que o olhar dele encontrava sempre o dela. Sempre. Começou a ficar intrigada e decidiu, um dia, prestar mais atenção ao que ele fazia por ali. Decidiu deixar de fazer de conta que não o via, para abrir descaradamente a janela e por-se a olhar fixamente para ele. Ia mostrar-lhe que sabia que ele estava sempre por ali a observá-la e que não achava piada nenhuma à situação. Foi com surpresa que o viu disparar num sentido tão rapidamente que o perdeu de vista. Bem, tinha conseguido assustá-lo, pelo menos.
O saco preto ficara para trás!

Correu, saiu de casa e só pensou em apanhar o saco. Nem sequer parou para pensar. Tinham passado semanas, meses, em que o tinha visto por todo o lado. Sempre com aquele saco ao ombro. O interesse não era no saco, mas nele. Talvez o saco ajudasse a descobrir quem era, e porque seria que oportunamente ele estava sempre onde ela estava.

Pegou no saco. A sensação de frio percorreu o seu braço como se tivesse apanhado um choque. Não hesitou. Correu o mais rapidamente que pode para dentro de casa. Fechou a porta. Respirou. Riu enquanto se deixava cair, segurando o saco na mão como se este fosse fugir.

Estava na hora de descobrir o que lá tinha dentro. Sentou-se e preparou-se para abrir o saco, mas de repente estacou quando viu que dele pingava uma substância qualquer. Tocou numa gota com os dedos indicador e polegar, esmagando-a entre eles, reparando que era espesso e pegajoso. Vermelho. Frio. Sangue. Gritou e atirou o saco para o fundo do corredor. Mas que raio! Seria sangue? Seria alguma tentativa estúpida de a assustar? Realmente, só agora se tinha apercebido que, se calhar, ele não tinha lá deixado o saco por acaso! Sentiu-se enganada e ficou furiosa. Olhou-se ao espelho. Cabelo apanhado à pressa, meio desalinhado sobre a testa pálida. Olhos azuis-aço. Maçãs do rosto ao rubro devido à excitação. "Coragem.." Respirou fundo e abriu o saco. Lá dentro um sem fim de objectos disformes cobertos daquela matéria vermelha. "Uma imagem nada agradável." E um bilhete:

"Encontra-te comigo naquele teu café do costume na Nevsky Prospect. Quando quiseres. Estarei lá."

Queria vingança. Ia sem dúvida ter com ele. Apenas precisava de acertar consigo mesma como o iria fazer aprender a lição.

Passados 10 minutos saiu. Sabia exactamente qual direcção tomar, afinal, todos os dias ia até lá tomar um café e observar quem entrava e saía. Adorava fazê-lo. Sentia-se parte do Mundo assim. Uma mãe com o filho, depois de o ir buscar à escola. Um grupo de homens a conversarem a um canto. A ocasional pedinte que entrava para pedir uns trocos. Era tudo fascinante. Poder observá-los, estar ali para os observar, mas sem eles o saberem. Pensarem-na um deles. Igual, com os mesmos propósitos. Poder reparar em tudo neles: Desde o olhar que lançavam disfarçadamente aos preços antes de pedir qualquer coisa, até ao chapéu que usavam - e porque seria que o usavam? Faziam com que se sentisse especial, as trivialidades dos outros servindo como catalisador para a sua paz interior. Afinal, todos eram iguais. Especiais.

"Boa escolha de local", disse de si para si. De certeza que se ia divertir ao ir lá ter com ele. E era seguro, todos a conheciam. Podia vir-se embora quando quisesse. Mas não sem antes deixar bem claro quem brincava com quem. Tinha uma excelente ideia em mente.

Chegou. Estranhou todo aquele silêncio naquela rua tão movimentada. Era certo que ao cair da noite era sempre mais sossegado, mas hoje era como se estivesse numa cidade fantasma.
Hesitou, pensou em voltar para casa, mas quando pensou no seu plano perfeito para o fazer pagar pelo susto que lhe pregara, seguiu em frente. Apenas teria sentido fazê-lo hoje, antes que perdesse a coragem. Seguiu.

Deu o primeiro passo no passeio em frente ao café. Estava escuro. Apagado. Empurrou a porta. Entrou.

Naquele momento, sentiu que o emaranhado de linhas sem fim que se entrelaçam num novelo e que fazem com que cada acção possa ter uma consequência diferente e levar a um qualquer diferente destino se apagavam e deixavam apenas uma. Convergiam todas num ponto, único, doloroso, situado do seu lado esquerdo, abaixo do braço. Onde estava encostado um qualquer objecto. E então ouviu, como se ele soubesse o que ela estava naquele momento a pensar:

- "Sim, aquilo era mesmo sangue. Sabia que vinhas."
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Oh, Miki, o meu atrevimentooooooo.. Desculpa, mas a tua história é "má". É tão viciante que dói. :P
E como andas desaparecido e dizes-te sem inspiração para a acabar, decidi por mãos à obra e continuar eu a construcção do castelo.. Por muito mau que seja, pelo menos que te enraiveça e que te leve a acabá-la! :P

[Sim, a intenção era essa.....]

Desculpa qualquer coisinha. x_X


Monday, April 14, 2008

Kiss me, Oh kiss me


Como dizes tu, "Nunca caí na esparrela... Uma vez escorreguei lá, mas acabei por cair no erro!", eu caio (sempre) no erro. No erro de postar músicas no blog. E logo eu, que tanto critico quem o faz.. Pela falta de originalidade, pelo "we don't give a flying fuck about what you listen to or even like"... Porque todos o fazem e eu #tenhoamaniadeserdiferente. Mas..

É verdade, cá está mais uma!

Esta música persegue-me. É demais. É.. É made in Portugal e não a desprezo. É cantada em Inglês, e talvez isso diga muito.. Mas é muito bonita. E cá vai ela:

David Fonseca - Kiss me, Oh kiss me
So when the fight is over,
And the storm is through,
Now will you pick another?
What will you get into?

So you stand in the corner,
With those boxing gloves on you,
You’re old, scared and lonely,
Yeah we’ve all been there too… uh uh
We’ve been all there too…

Kiss me, oh kiss me,
If that can make it right.
Try me, find me,
Just throw them on me…
Those failed expectations…
Floods and afflictions you’re through.
Cause I just might, take them home with me.

And the cracks in the pavement,
Yeah we’ve all fell there before,
And bones built into skeleton,
We’ve all been through that door.

Kiss me, oh kiss me,
If that can make it right.
Try me, find me,
Just throw them on me…
Those failed expectations…
Floods and afflictions you’re through.
Cause I just might…

Kiss me, oh kiss me,
Will that make things right ?
Try me, find me,
Just throw them on me…
Those failed expectations…
Floods and afflictions you’re through.
Cause I just might…
I just might, take you home.

Kiss me, kiss me,
We’ve all been there too,
Kiss me, kiss me
We have all been there too,
Kiss me, kiss me
We’ve all been there too,
Kiss me, kiss me
So kiss me…

Há tanto para dizer.. Podia espremer tantas interpretações e significados desta música.. Mas não estou com paciência para isso hoje. Pronto, está aqui registado que gosto dela. Qual hieróglifo virtual que regista paralemente o meu gosto musical e a minha pimbalhice bloguística.

Bah.

Todos temos momentos maus! :P

Saturday, April 05, 2008

L'amour est..

Oh, Lestat, mon chér... Je t'aime!

Quem ainda não leu a obra de Anne Rice deve fazê-lo o mais rapidamente possível. É muito mais do que uma obra de divertimento gótico baseada em vampiros.

É um estudo sociológico. É um estudo científico e histórico; mesmo sendo grande parte do que lá vem escrito pura ficção, encaixa perfeitamente na realidade, deixando-nos com a sensação de que poderia mesmo ter-se passado assim.. Mesmo!

Permite-nos alargar a nossa cultura geral, uma vez que contempla várias localidades, países, eras, culturas e formas de estar e viver que hoje em dia já não existem, ou existem de forma completamente diferente.

Além disso.. é das poucas obras capazes de provocar estados de paixão (platónica??) desmesurada pelas personagens. =(

Por tudo isto e por muito mais.. je l'aime.

Estou disponível para emprestar livros, se assim o desejarem. :)

Wednesday, April 02, 2008

Aqueles que andam aí...

Hoje apetece-me falar daqueles que andam aí.

Todos os dias todos nós os vemos; todos perdemos mais do que os 2 ou 3 segundos que normalmente perdemos a olhar para quem por nós passa quando olhamos para eles.

Ucranianos
Romenos
Russos
Chineses
Angolanos
Moçambicanos
Marroquinos
Indianos
Paquistaneses

e

brasileiros!

É verdade. "Eles andem aí."

Todos os outros visitantes que temos por cá não me incomodam minimamente.

Desde o marroquino que me vendeu uma falsificação de um relógio Diesel que afinal acabou por nem dois dias ficar a funcionar.. (Com muita pena minha, até porque a falsificação era boa.. :P) até à bela e misteriosa ucraniana que tocava violino de uma forma indescritível à porta da Zara de Stª Catarina.
Os paquistaneses e os indianos não costumam fazer muitos estragos, pelo menos, passam bem despercebidos cá no burgo. Os russos e os romenos são trabalhadores e ocasionalmente brindam-nos com as suas máfias, mas pronto.. Até lhes dou algum crédito, porque no geral são cultos e vêm para cá para construir alguma coisa (não falo de edifícios, mas de uma vida melhor, para as famílias que vêm com eles...)
Os angolanos e os moçambicanos, assim como os restantes africanos que cá vivem são, apesar de nem sempre bem integrados na nossa sociedade, amigáveis e regra geral they go about their lives not minding our business, and so we don't mind theirs.
Admiro os chineses pela sua capacidade de adaptação e incrível estratégia de negócio que desenvolvem, apesar de, de certa forma, virem comer os frutos da nossa árvore sem darem nada (ou quase nada) em troca..

Mas há um tipo de visitante que não me convence em nada. Não me agrada em nada. Não me traz nada de bom.

Já devem ter lá chegado. Sim, os nossos "irmãos" brasileiros.

Existem raras excepções (com P), mas regra geral, posso dizer que esses só cá estão pela promessa de vida fácil.

É terrível, mas de todos os que conheço, e são muitos, centenas, entre os que conheço pessoal e também profissionalmente, a grande maioria vem para cá não para trabalhar, estudar, aprender, tornar-se alguém melhor seja em que aspecto for, excepto o monetário. Eles estão cá para ganhar dinheiro. Quanto mais e mais depressa, melhor!

Desde os famosos "gurus" que burlaram sei lá quantas pessoas em muitos milhares de euros, passando pelas prostitutas e prostitutos.. Os vendedores de centro comercial que nos perseguem a pedir para ver as nossas unhas ou para aderir ao cartão de crédito X ou Y com uma persistência incrível, até ao empresário de alta roda que no fundo só nos quer é foder. São todos iguais.

Até aqueles que se ficam por servir ás mesas num cafézito de esquina são maus a fazê-lo.

Parece que andam contrariados. Trabalhar não é com eles! Tudo está mal em Portugal, estão sempre prontos a criticar. É porque os autocarros se atrasam. É porque as estradas têm muito trânsito. É porque isto e aquilo é feio. É porque os portugueses são burros e lentos. E lerdos. É porque cá tudo é demorado e burocrático. É porque cá, em Portugal, se pagam impostos. As casas são caras. A gasolina é cara. Não dá para viver - como eles querem.

A sério. Se isto é assim tão mau, voltem para de onde vieram! O mais rapidamente possível.

Já não tenho paciência para sequer os ouvir. Quando vou na rua perto de um até me afasto para não ouvir as baboseiras que saem disparadas daquelas bocas a cada segundo - telemóvel dourado ou rosa-choque colado ao ouvido. Boca aberta a mascar chiclete..

Tive uma colega de trabalho brasileira que, após fazer continuamente asneira atrás de asneira, foi sempre sendo desculpada, até que chegou o dia em que ia mesmo ser despedida. Uma sua superior responsabilizou-se por ela.. E assim ela ficou. Até ao dia em que decidiu voltar para o brasil (good choice!!) e disse que tinha detestado todos os dias que lá tinha trabalhado, e que se a tivessem despedido era um favor que lhe faziam. No entanto, chorava sempre que se falava que ela ia de vela... enfim. Mal agradecida.

Mal agradecidos.

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Não me apeteceu acabar este post. Andou na minha lista de drafts durante uns dias, mas decidi publicá-lo. Mesmo assim, incompleto.